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Seleccionado para o Mundial 2010 - Ave Nossa
Campeão na Expo-Ave do COA - CO Antuã 09
Arlequim Português Par Macho Variegado
Uma nota necessária antes de iniciar uma analise ao que entendo sobre esta matéria.
A expressão “ave de trabalho” olhada e analisada à luz da interpretação do Standard do Arlequim Português tem de ser considerada correcta.
Será a evolução natural da expressão “ave de criação”, identificada na análise e interpretação ao Standard, feita pelo Colégio de Juízes de Porte, que podemos encontrar na seguinte frase:
“É aliás uma das raças em que se define claramente a diferença entre ave de exposição e ave de criação” sito Paulo Ferreira Ex-Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ
A análise desta expressão levará a uma outra “ Portadores de Arlequim?! “, que noutro artigo analisarei.*
Assim, esta análise entroncará na sua essência, no futuro da Raça do Canário Arlequim Português.
Importa também analisar o porquê e o contexto da frase que citei, para que não possam existir palavras fora de contexto, análises desvirtuadas, ou outros.
Esta frase encontra-se inserida na Rubrica COR, que passo a transcrever:
COR-15
“A Cor, inicialmente considerada como a rubrica mais característica da raça Arlequim Português, tem no presente standard uma menor importância relativa.
De facto, e dado que é uma raça de porte, a rubrica Cor não poderá ter o destaque que inicialmente lhe foi atribuído.
Por esse motivo entendeu-se baixar a sua pontuação para 10 pontos (com importância idêntica à raça Border), o que na nossa opinião é muito correcto e prudente.
No entanto a Cor deverá continuar a merecer alguma atenção porque é de facto uma característica muito distintiva e que atribui à ave muito da sua beleza e particularidade.
A imagem do Arlequim depende bastante da correcta e homogénea distribuição de lipocromo e melanina.
A raça Arlequim Português, tal como originalmente idealizada, deveria ter como característica principal a coexistência e alternância de 6 cores – vermelho/laranja, branco, cinza, castanho, negro e bronze.
Estas cores e a sua mistura são o resultado da variegação aleatória, devida às eumelanina negra e castanha e feomelanina, sobre o lipocromo de base.
Para obter a necessária alternância entre vermelho e branco foi necessário introduzir aves com categoria Mosaico.
Esta variedade de cores confere à ave, sem dúvida, uma grande beleza para além da rusticidade e alegria resultante da grande mistura genética.
A imprevisibilidade dos resultados, no que concerne à pigmentação melânica, é devida ao carácter multifactorial da variegação que tornam difícil ou impossível a fixação genética.
O estudo e experimentação genética poderão, no entanto, vir a modificar os conceitos actuais.
A aparente existência de zonas de eleição para a deposição melânica (ombros, sobrancelhas, etc.) leva-nos a considerar possível que existam regras genéticas para estes factores.
O Arlequim Português é actualmente a única raça que poderá contribuir para o estudo destas regras ou para confirmar a sua ausência.
Como vimos, a ave deve ser multicolor (não são definidas as cores mas deve ter o máximo possível de cores no fenótipo) variegada (manchas de eumelanina e/ou feomelanina) com a presença de factor mosaico (vermelho nas zonas de eleição e branco giz nas restantes).
A plumagem variegada, com manchas melânicas, deve ser distribuída uniformemente ao longo do corpo da ave, incluindo asas e cauda.
As patas variegadas complementam o aspecto global da raça Arlequim Português.
Não podemos esquecer que o carácter aleatório da distribuição melânica não permite obter um desenho definido (pelo que não é uma raça de desenho), mas é desejável uma uniformidade resultante da distribuição proporcionada.
São especialmente valorizadas as aves com marcação simétrica.
Relativamente às equipas as aves deverão apresentar manchas melânicas do mesmo tipo (cor) e com distribuições equivalentes.
Como standard (modelo de perfeição) a ave deverá ser proporcionadamente variegada (deverá ter 50% do corpo coberta com plumagem melânica e 50% com melanina ausente) e deverá ter parte do corpo com lipocromo vermelho visível as (zonas de eleição alargadas podem ocupar até 50% do corpo) apresentando fora destas zonas plumagem branco giz.
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Arlequim Português Par Macho Variegado

Arlequim Português Poupa Macho Variegado
Da conjugação simultânea destas zonas melânicas (melanina castanha e/ou negra) e lipocrómicas (lipocromo vermelho nas zonas de eleição e branco fora destas) resultam todas as diferentes cores ou tonalidades, pelo que a correcta distribuição é fundamental para as aves de exposição.
É aliás uma das raças em que se define claramente a diferença entre ave de exposição e ave de criação.
A categoria mosaico caracteriza-se (ao contrário das categorias intenso e nevado) por uma deposição lipocrómica limitada às zonas de eleição e com fenótipo dimórfico (a fêmea apresenta marcação diferente do macho).
No caso do Arlequim, um canário de porte, o facto de ter presença de factor mosaico não caracterizará a extensão e marcação do lipocromo, como no standard de cor, mas tão-somente relativamente ao carácter dimórfico e à alternância nítida entre o vermelho (intenso) e o branco (giz).
Poderão ser expostas aves com zonas de eleição mais expandidas (em especial nas fêmeas) como forma de dar mais impacto visual ao Arlequim, sendo o excesso de lipocromo penalizado apenas se comprometer a proporção e o equilíbrio.
A penalização será pela ausência de proporção e nitidez e nunca pela avaliação em função dos padrões dos canários de cor.
Mesmo as aves com zonas de eleição alargadas terão presente a necessária separação entre zonas de eleição e zonas sem lipocromo, na proporção, nitidez, cor e localização correctas.
Este facto é muito importante para não serem apresentadas aves com lipocromo diluído pelo corpo que, embora importantes para a criação, mostram fenótipo próximo da categoria nevado sendo por isso penalizadas.” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ
Esta é a Rubrica, onde o passado, o presente e o futuro do Canário Arlequim Português se define e definirá.
Esta é a minha opinião, um dos meus contributos, sendo certo que entre muitos criadores acolherá aceitação, noutros reprovação, noutros ainda o necessário debate e esclarecimento, mas e acima de tudo, pretende ser um ponto de partida para uma análise que poderá ser ou não, mais profunda.
Sei que não temos tempo a perder e passado este período de 3 anos ( Aprovação ), onde por opção não manifestei a minha opinião de forma a não causar “agitação”, chegou o momento de dar o passo em frente.
Na criação, seja de que espécie for, existem sempre analises que podemos realizar com o objectivo final de melhorar a mesma.
Podemos “olhar” para os genes, para os cruzamentos e/ou outros, que possam potenciar o alcance do padrão de excelência do seu Standard.
Temos essa liberdade, mas também essa responsabilidade. De criar, de inovar e igualmente de assumir os resultados sejam elas quais forem.
Tudo tem um momento zero, e o início do Arlequim Português começou com a definição do seu Standard como a meta final para a obtenção de aves nos parâmetros definidos pelo mesmo.
Começou também com “alguns erros” que considero normais, resultantes da inexperiência e que mais tarde foram pretensamente rectificados na actualização do Standard, que aconteceu depois de alguns “chumbos”.
O Arlequim Português é um Canário de PORTE!
Desde a definição do Standard que a rubrica COR assumiu uma enorme importância, e mesmo com a rectificação e a indicação de que mesma diminuiu (nos pontos sim mas na importância não, como explicarei em seguida), continua a ditar lei neste canário!
Aceito o Standard do Canário, nem sequer tenho a pretensão de o colocar em causa, tenho sim, eu e muitos criadores o direito e o dever de ajudar a fazer evoluir a raça, sendo esse o meu objectivo final.
Para mim, a definição do Canário Arlequim Português é de uma forma simplificada:
Um Canário de Porte, de 16 cm de Cumprimento, com a presença ou não de Poupa em Tricórnio, de Cor Variegada com a presença de Factor Vermelho Mosaico.(vai voltar a ter)
Análise da expressão “ave de trabalho” ou “ave de criação”.
Foi a beleza da mescla de cor e a presença da poupa em tricórnio, que os promotores da Raça desde sempre pretenderam salientar como característica mais importante do canário Arlequim Português.
Para o efeito transcrevo a partir da análise e interpretação à rubrica cor do Standard:
“A Cor, inicialmente considerada como a rubrica mais característica da raça Arlequim Português, tem no presente standard uma menor importância relativa.
De facto, e dado que é uma raça de porte, a rubrica Cor não poderá ter o destaque que inicialmente lhe foi atribuído.
Por esse motivo entendeu-se baixar a sua pontuação (com importância idêntica à raça Border), o que na nossa opinião é muito correcto e prudente.
No entanto a Cor deverá continuar a merecer alguma atenção porque é de facto uma característica muito distintiva e que atribui à ave muito da sua beleza e particularidade.
A imagem do Arlequim depende bastante da correcta e homogénea distribuição de lipocromo e melanina.
…
Estas cores e a sua mistura são o resultado da variegação aleatória, devida às eumelanina negra e castanha e feomelanina, sobre o lipocromo de base. ” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ
É nesta primeira parte que se iniciam um conjunto de “problemas” associados ao Arlequim Português, que de uma forma simples poderão num futuro desaparecer e definitivamente trazer a necessária credibilidade à raça.
A última frase, reforça a importância da COR, que apesar da redução de Pontos, condiciona todo o julgamento numa raça de porte.
Distribuição homogénea de lipocromo e melanina!!!??? Como se não conseguimos fixar???!!! (em detalhe no Artigo Classes analisaremos) **, conforme na mesma rubrica se assume.
É por esta frase, que muitos criadores de cor e porte criticam o Arlequim Português, e neste aspecto criticam e muito bem, concordo em 100%.
Interrogam-se sobre uma raça “…em que só 25% da descendência é Arlequim!?”
Aqui devemos antes dizer, “que raça é esta, onde só 25% da descendência tem características para ser julgavel?”
Ou seja, só 25 canários de Arlequim Português em 100 podem ir a concurso, sendo os demais e comportando todas as outras carateristicas fortemente penalizados.
Verifica-se contudo e em todos os concursos a presença de canários Arlequim Português mais claros ou mais negros, mais Lipocrómico ou mais Melanicos, mas sem este equilíbrio exigido (mas porquê?) .
Muitos, em Postura, Porte, Movimento, Tamanho, em tudo o Resto, melhores que os EQULIBRADAMENTE VARIEGADOS???!!!
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Arlequim Português Par Macho Variegado - CCAP Portas do Minho 09
Arlequim Português Poupa Macho Variegado - CCAP Portas do Minho 09
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Arlequim Português Par Macho Claro - CCAP Portas do Minho 09
Arlequim Português Poupa Macho Claro - Avilonga 09
Arlequim Português Par Macho Negro - Avilonga 09
Arlequim Português Poupa Macho Negro - Avilonga 09
“A imprevisibilidade dos resultados, no que concerne à pigmentação melânica, é devida ao carácter multifactorial da variegação que tornam difícil ou impossível a fixação genética.” sito Paulo Ferreira Ex-Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ
Podemos também deduzir? que a maioria dos criadores desconhecem o Standard do Canário?, se não, estas aves não seriam presentes a Julgamento.
No entanto, estes canários chegam a concurso, inclusive aves de criadores de renome.
De uma coisa eu sei:
de um casal de Lipocrómico Vermelho Mosaico, tenho uma descendência 100% julgavel.
de um casal de Gloster Fancy, tenho uma descendência 100% julgavel.
de um casal de Isabel Vermelho Mosaico, tenho uma descendência 100% julgavel.
Depois, como todos sabemos, nascem sempre aves de características diferentes, tal e qual as pessoas, e compete ao criador seleccionar aquelas que pensa reunirem as melhores características.
No Arlequim Português, ainda no ovo, excluímos 75%!!!
Então o que fazer a estas aves?
Atribuíram-lhe um rótulo, uma definição e assim pensavam conseguir justificar a existência das mesmas e afasta-las dos concursos.
“É aliás uma das raças em que se define claramente a diferença entre ave de exposição e ave de criação” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ
Algum anos depois, conseguimos facilmente concluir por observação, que não foi possível a sua exclusão, e não DEVE!
Devemos acabar com esta ideia peregrina do equilibrado e olhar para este canário de porte, como um efectivamente um canário de PORTE!
Acabar com as “aves de criação” ou “ aves de trabalho “ e com outra, esta sem fundamento e grave “ Portadores de Arlequim “ ??? (ver artigo Portadores de Arlequim) *
Todas as crias de Arlequim Português, são Canários Arlequim Português!
Todas as aves, assim, devem ser julgáveis!
Ter uma “ave de trabalho” é ter conhecimentos de como devemos efectuar cruzamentos, usar portadores de mutações, introduzir F´s, cruzar um Intenso com um Nevado, que não devemos cruzar duas aves de Poupa, que devemos analisar se a ave tem ou não penas curtas, tem ou não penas longas e encontrar um parceiro que permita um cruzamento melhor, etc, etc, começa na genética o trabalho e acaba na genética o trabalho.
Compreendo a expressão, porque consigo entender a sua origem, mas não concordo com a sua manutenção, uma vez que para mim a exclusão de aves de concurso não faz sentido algum, como não concordo com o equilibradamente variegado?! uma vez serem características que não se conseguem fixar.
Altere-se o entendimento apertado desta rubrica, abrindo assim espaço para todos os Arlequins.
Isto naturalmente, sem nunca esquecer o que é e será sempre o Arlequim Português Ideal:
“Como standard (modelo de perfeição) a ave deverá ser proporcionadamente variegada (deverá ter 50% do corpo coberta com plumagem melânica e 50% com melanina ausente) e deverá ter parte do corpo com lipocromo vermelho visível as (zonas de eleição alargadas podem ocupar até 50% do corpo) apresentando fora destas zonas plumagem branco giz.” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

Arlequim Português Par Macho Variegado
Mas se não são possíveis fixar… não se excluam os que são mais claros ou negros, os mais Lipocrómicos ou Melanicos.
Estes variegados, todos eles, equilibrados, claros ou negros, são resultantes da criação de Arlequim Português!!! e como tal, são Arlequim Português.
Arlequim Português Poupa Fêmea Negro - Internacional do Atlântico 09
Arlequim Português Par Fêmea Negro - Avilonga 09
Arlequim Português Poupa Fêmea Claro - Avilonga 09
Arlequim Português Par Fêmea Claro - CCAP Portas do Minho 09
Vejamos: são Variegados, para tal basta terem uma pena Clara se Negros, ou uma pena Negra se Claros.
É isto que faz uma ave ser variegada.
Agora se é mais ou menos variegada, mais ou menos equilibrada na junção das várias características de cor ninguém pode prever, são impossíveis por agora de fixar.
Podemos sim saber, se tem o Tamanho, o Porte, o Movimento que se exigi a um Canário Arlequim Português, afinal um canário de Porte.
Nota: Se eu gosto dos Arlequins, aprecio a sua beleza, certamente quero ter no meu Canaril aves com essas características, com o tal equilibradamente variegado!
E então, tenho de ter “aves de criação ou aves de trabalho”, tenho de ter negros ou claros para fazer variegados??? para fazer Arlequins??? ou são todos Arlequins???!!! tenho Claros ou Negros, porque de um casal de Variegados nasce de tudo: Negros, Claros, Variegados e até Unicor! e só interessam os Variegados?! assim junto um claro e um negro para fazer em maior quantidade "malhados"... Variegados! Ou o objectivo deve ser primeiro o PORTE e depois a COR!???
Ou crio Arlequim e a descendência é julgada em classes**, tal e qual os Gloster!!!???
Num Gloster, existem criadores que gostam mais de Amarelo, de Canela, de Azul, ou Verde, mas sabem que independentemente do Cruzamento de Cor feita, que são todos Gloster e Julgáveis, porquanto são um canário de Porte e julgados em Classes.
Em suma, o Standard acredita estas aves desta forma “ aves de trabalho ou de criação”, reforçando num Canário de Porte a força errada da Rubricar Cor, em minha opinião.
Saibamos reflectir e evoluir!
O Arlequim atingirá sempre a sua Expressão Máxima de Beleza de Cor nos tais 25% dos “equilibradamente variegados”, mas em Porte pode ser alcançada em qualquer ave independentemente do padrão de cor!
Nota: As Cores
“…são o resultado da variegação aleatória.” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ
Com o Julgamento por Classes **, esta expressão deixará de fazer sentido, com ela também o fim de outra
“ Portadores de Arlequim “ *.
Teremos assim alcançado um futuro melhor, onde mais e melhores aves existirão, onde estarão criadas as condições para que todos sejam aceites a apreciados, onde criar Arlequim Português, será criar um canário de Porte.
Nota: matenho o Fator Vermelho Mosaico e não somente o Fator Vermeho que agora está em vigor, porquanto segundo o Clube do Canário Arlquim Português o mesmo vai novmente obrigatório.
Votos de Excelentes criações.
Texto: Gonçalo Rocha Santos
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http://www.arlequimportugues-canario.blogspot.com/* Portadores de Arlequim
** Classes