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Espaço em Remodelação

O Espaço Birds Spot está em remodelação.

Obrigado pela atenção.

Gonçalo Ferreira


5 de Fevereiro de 2010

Birds Spot


O Espaço Birds Spot é dedicado ás diferentes espécies de Aves e as diferentes formas de interagir com elas.

Aqui encontramos;

Entrevistas,
Eventos,
Birdwachting,
Fauna Europeia,
Criação de Canários,
Criação de Psitacideos,
Criação de Exóticos,
Criação de Pombos
Links de Criadores,
etc.,…
e Artigos Relacionados.

No Birds Spot encontra um Espaço plural onde a participação de todos é fundamental.

Birds Spot - aves por companhia

Na Companhia do -

Espaço de Entrevista e Reportagem.

Os amigos que fiz e tenho na Ornitologia são o ponto de partida para este Tópico " Na Companhia do ", onde as experiências, conhecimentos e outros de cada um podem ser partilhados.

Também e inevitavelmente, acompanhadas por fotografias das suas aves e dos espaços de criação.

São sempre momentos para recordar.

Quem Sou

Chamo-me Gonçalo Rocha Santos (Gonçalo Ferreira), e criei este espaço para partilhar uma paixão, as aves.

O meu pai começou a criar canários em 1984, sendo estes entre as aves os meus eleitos.

Recordo que com 11 anos, em 1988 e depois de 4 anos a observar, a aprender, ganhei o “direito” a opinar.

Comecei então a visitar outros criadores com o meu pai, a ganhar conhecimentos e a alimentar este "amor"

Hoje, continuo a criar canários com os meu pai, onde já alcançamos diversos prémios nas Raças que Criamos e contribuímos com dois canários Arlequim Português no Reconhecimento Internacional da Raça, alcançado no Campeonato Mundial de 2010 realizado em Matosinhos, Portugal.

Desse "amor", convido a visitarem o nosso Espaço em:

www.mundo-dos-canarios.blogsopt.com

Ao "amor" pelos canários, à paixão pelas aves, existem outros, como o de estar na Companhia dos Amigos em amenas cavaqueiras recheadas de partilhas.

Outros dois grandes amores são a Fotografia e a Escrita, e foi a conjugação destes todos que me impulsionaram para este projeto, pensado já há muito e agora concretizado.

mais em:

Espero que os conteúdos que aqui serão desenvolvidos tenham a excelência que procuro sempre.

Com um abraço,

Gonçalo Rocha Santos
( Gonçalo Ferreira )

2 de Fevereiro de 2010

Revisitar 2009 - Exposições


O Pavilhão Municipal Desportivo de Tondela, recebeu de 11 a 16 de Setembro, a I Mostra de Aves do Clube Ornitológico de Tondela - a Ornitologia na Beira Alta.

A Mostra de Aves esteve inserida na FICTON e foi o primeiro evento desta natureza no distrito de Viseu.

Estiveram mais de 350 aves expostas e teve a visita de mais de 8 mil pessoas.

Neste Evento não existiram julgamentos, devido ao Clube estar em fase de Filiação, sendo no entanto mais importante a colaboração, a participação e a divulgação deste hobby.

O meu Pai ( António Ferreira ) e eu, somos Sócios Fundadores deste Clube, respetivamente o nº 1 e nº 6.

Partilhamos algumas imagens.


7º Lugar Corona Buff

Realizou-se em 10 de Outubro 09 na sede do C.O. Freamunde a 3º Edição do One Day Show Gloster Fancy, com a presença dos Srs. Juízes IGBA Ludo Lenaers e Marnix D´Hont.

Foram 25 Classes em Julgamento, mais de 420 aves, representando um aumento de sensivelmente 100 aves em relação a 2008.

Levamos 6 aves a concorrer em 4 classes, conquistando o primeiro prémio de 2009.

Recordamos que no formato de julgamento IGBA, são seleccionadas por exclusão 7 aves de cada classe e depois ordenadas do 1º ao 7º lugar.

A 1ª imagem é do nosso Gloster Vencedor.


Medalha de Ouro
Lipocrómico Vermelho Mosaico Macho 92 Pontos
Isabel Vermelho Mosaico Fêmea 89 Pontos
Arlequim Português Par 91 Pontos
Gloster Fancy Consort Variegado 91 Pontos

Participamos pela primeira vez na Expo-Ave da AOC.

Para nós, Coimbra e muito do que envolve o espírito da Cidade está umbilicalmente ligado desde sempre.

Eu desde criança que vou regularmente a Coimbra, onde entre família e amigos também já trabalhei.

Apesar de já há 3 anos ser sócio, só este ano foi possível a nossa participação.

Encontramos uma Exposição muito bem organizada, num espaço muito agradável e onde se nota a clara evolução de ano para ano.

Foram sensivelmente 1100 aves em exposição, onde participamos com 10 aves em individual e obtivemos 4 Medalhas de Ouro.

A 1ª imagem é do nosso Campeão com 92 pontos, um Macho Lipocrómico Vermelho Mosaico

Como não foi possível recolher fotografias (impedimento meu), partilho imagens tiradas pelo meu amigo Nuno Figueiredo.



Medalha de Ouro
Isabel Vermelho Mosaico Fêmea 90 Pontos
Gloster Canela Consort 91 Pontos
Arlequim Português Par 90 Pontos

Medalha de Prata
Isabel Vermelho Mosaico Fêmea 89 Pontos
Gloster Canela Consort 89 Pontos
Gloster Buff / Variegado Consort 89 Pontos

Medalha de Bronze
Isabel Amarelo Mosaico Macho 88 pontos
Isabel Vermelho Mosaico Macho 88 Pontos
Isabel Vermelho Mosaico Fêmea 88 Pontos
Gloster Buff / Variegado Corona 89 pontos



O Clube O. Antuã realizou a 17ª Expo-Ave.

Um clube, pela sua história, pelos seus associados e hoje também, pela sua força constitui uma referencia na Ornitologia Nacional.

Foi a nossa 2ª participação nas Exposições do C.O.A., onde obtivemos o 12º lugar na Geral e 10 Medalhas.

Concorremos com 20 Canários e conquistamos 10 Prémios

Como não pode estar presente, partilho duas imagens, uma do colega Ivo Leite e outra que não consegui identificar o seu autor.

Fotografia: Autor Desconhecido
Fotografia: Ivo Leite


O Exposição que o C.O. Almadense realiza tem uma reputação muito grande, e prova da qualidade e dessa reputação foram as 2200 aves a concurso.

Reconhecido também pelas inúmeras classes que leva a concurso, onde se destacam as de Lipocrómico Vermelho Mosaico Fêmea linha macho e Vermelho Nevado e Intensivo Asa Branca.

Visitei pela primeira vez esta Exposiçõo, e tudo de bom que sempre escutei pude confirmar. Recomenda-se!

Com uma organização interessante, peca somente pela falta de luminosidade do espaço, o que dificulta a observação dos exemplares apresentados.

Que o pavilhão que tanto desejam chegue rápido e assim possam juntar mais um capitulo à bonita história do Clube.

Partilhamos algumas imagens, as possíveis mediante a luz disponível e sem recurso ao flash.



Medalha de Ouro
Isabel Vermelho Mosaico Fêmea 90 Pontos

Medalha de Prata
Arlequim Português Par 89 pontos
Gloster Consort Variegado 89 pontos
Gloster Consort Canela 89 pontos


O Clube O. da Figueira da Foz realizou a sua 12ª Expo-Ave, desta vez numa das freguesias da Figueira.

Participamos pela 2ª vez com 10 canários em Individual, alcançando 4 Medalhas.

Partilhamos alhumas imagens de amigos presentes no evento.

Fotografia: Firmino Santos

Fotografia: Glosterspace




Realizou-se mais uma Avisan, uma Exposição incontrolável no panorama Nacional e também, uma referencia a nível Internacional.

Penso ter sido uma das melhores já realizadas, se não a melhor de sempre.

No contexto da Avisan, decorreu a 8ª Exposição Nacional do Clube do Gloster Português e o 3º Show do Ondulado.

A Exposição Nacional do CGP é uma referência incontrolável do bem-fazer, um exemplo a seguir por muitos clubes dedicados a uma só Raça.

Depois de em 2008 termos participado com 6 Gloster e alcançado 3 prémios (Medalha de Prata e Bronze em Canela Corona e 7º Lugar em Gloster Corona Variegado), tínhamos planeado participar novamente, mas por motivos de logística foi impossível por ter coincidido com a entrega das aves na Expo Portas do Minho.

Foram mais de 800 Gloster Fancy a concurso, onde se destaca a qualidade das aves que de ano para ano é cada vez maior.

O Clube dos Criadores de Periquito Ondulado, realizou assim mais uma exposição, a 3ª contando com a participação de 7 expositores e 63 aves a concurso.

Partilhamos algumas imagens das exposições.






Medalha de Ouro
Arlequim Português Par 93 Pontos

A 1ª Exposição Portas do Minho, de organização do Clube de Vila Nova de Famalicão e da Trofa, acolheu igualmente a 4ª Exposição do CCAP - Clube do Canário Arlequim Português.

Este foi igualmente, um dos locais onde seria efectuada um das selecções para levar Arlequim Português ao Campeonato do Mundo em Matosinhos.

Desta exposição, da Exposição do Entroncamento e da Exposição da Avilonga, sairiam os 12 magníficos que seriam presentes ao Juízes e alcançar a 3ª aprovação consecutiva.

Um dos doze canários foi nosso, tendo sido o Campeão nesta Exposição em Arlequim Português Par com 93 pontos, sendo somente o segundo canário na existência do Arlequim Português a alcançar tal pontuação.

Participamos nesta exposição com 4 Arlequim Português, sendo que destas 4 aves, mais uma para além da já referida, foi igualmente selecionada para o Campeonato Mundial de 2010.

Partilhamos algumas das imagens, sendo que, as duas aves são os Arlequim Português Par que participaram no Campeonato Mundial de Ornitologia 2010.


31 de Janeiro de 2010

Aves de Trabalho!? Arlequim Português

Seleccionado para o Mundial 2010 - Ave Nossa
Campeão na Expo-Ave do COA - CO Antuã 09
Arlequim Português Par Macho Variegado

Uma nota necessária antes de iniciar uma analise ao que entendo sobre esta matéria.

A expressão “ave de trabalho” olhada e analisada à luz da interpretação do Standard do Arlequim Português tem de ser considerada correcta.

Será a evolução natural da expressão “ave de criação”, identificada na análise e interpretação ao Standard, feita pelo Colégio de Juízes de Porte, que podemos encontrar na seguinte frase:

“É aliás uma das raças em que se define claramente a diferença entre ave de exposição e ave de criação” sito Paulo Ferreira Ex-Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

A análise desta expressão levará a uma outra “ Portadores de Arlequim?! “, que noutro artigo analisarei.*

Assim, esta análise entroncará na sua essência, no futuro da Raça do Canário Arlequim Português.

Importa também analisar o porquê e o contexto da frase que citei, para que não possam existir palavras fora de contexto, análises desvirtuadas, ou outros.

Esta frase encontra-se inserida na Rubrica COR, que passo a transcrever:

COR-15

“A Cor, inicialmente considerada como a rubrica mais característica da raça Arlequim Português, tem no presente standard uma menor importância relativa.

De facto, e dado que é uma raça de porte, a rubrica Cor não poderá ter o destaque que inicialmente lhe foi atribuído.

Por esse motivo entendeu-se baixar a sua pontuação para 10 pontos (com importância idêntica à raça Border), o que na nossa opinião é muito correcto e prudente.

No entanto a Cor deverá continuar a merecer alguma atenção porque é de facto uma característica muito distintiva e que atribui à ave muito da sua beleza e particularidade.

A imagem do Arlequim depende bastante da correcta e homogénea distribuição de lipocromo e melanina.

A raça Arlequim Português, tal como originalmente idealizada, deveria ter como característica principal a coexistência e alternância de 6 cores – vermelho/laranja, branco, cinza, castanho, negro e bronze.

Estas cores e a sua mistura são o resultado da variegação aleatória, devida às eumelanina negra e castanha e feomelanina, sobre o lipocromo de base.

Para obter a necessária alternância entre vermelho e branco foi necessário introduzir aves com categoria Mosaico.

Esta variedade de cores confere à ave, sem dúvida, uma grande beleza para além da rusticidade e alegria resultante da grande mistura genética.

A imprevisibilidade dos resultados, no que concerne à pigmentação melânica, é devida ao carácter multifactorial da variegação que tornam difícil ou impossível a fixação genética.

O estudo e experimentação genética poderão, no entanto, vir a modificar os conceitos actuais.

A aparente existência de zonas de eleição para a deposição melânica (ombros, sobrancelhas, etc.) leva-nos a considerar possível que existam regras genéticas para estes factores.

O Arlequim Português é actualmente a única raça que poderá contribuir para o estudo destas regras ou para confirmar a sua ausência.

Como vimos, a ave deve ser multicolor (não são definidas as cores mas deve ter o máximo possível de cores no fenótipo) variegada (manchas de eumelanina e/ou feomelanina) com a presença de factor mosaico (vermelho nas zonas de eleição e branco giz nas restantes).

A plumagem variegada, com manchas melânicas, deve ser distribuída uniformemente ao longo do corpo da ave, incluindo asas e cauda.

As patas variegadas complementam o aspecto global da raça Arlequim Português.

Não podemos esquecer que o carácter aleatório da distribuição melânica não permite obter um desenho definido (pelo que não é uma raça de desenho), mas é desejável uma uniformidade resultante da distribuição proporcionada.

São especialmente valorizadas as aves com marcação simétrica.

Relativamente às equipas as aves deverão apresentar manchas melânicas do mesmo tipo (cor) e com distribuições equivalentes.

Como standard (modelo de perfeição) a ave deverá ser proporcionadamente variegada (deverá ter 50% do corpo coberta com plumagem melânica e 50% com melanina ausente) e deverá ter parte do corpo com lipocromo vermelho visível as (zonas de eleição alargadas podem ocupar até 50% do corpo) apresentando fora destas zonas plumagem branco giz.

Arlequim Português Par Macho Variegado

Arlequim Português Poupa Macho Variegado


Da conjugação simultânea destas zonas melânicas (melanina castanha e/ou negra) e lipocrómicas (lipocromo vermelho nas zonas de eleição e branco fora destas) resultam todas as diferentes cores ou tonalidades, pelo que a correcta distribuição é fundamental para as aves de exposição.

É aliás uma das raças em que se define claramente a diferença entre ave de exposição e ave de criação.

A categoria mosaico caracteriza-se (ao contrário das categorias intenso e nevado) por uma deposição lipocrómica limitada às zonas de eleição e com fenótipo dimórfico (a fêmea apresenta marcação diferente do macho).

No caso do Arlequim, um canário de porte, o facto de ter presença de factor mosaico não caracterizará a extensão e marcação do lipocromo, como no standard de cor, mas tão-somente relativamente ao carácter dimórfico e à alternância nítida entre o vermelho (intenso) e o branco (giz).

Poderão ser expostas aves com zonas de eleição mais expandidas (em especial nas fêmeas) como forma de dar mais impacto visual ao Arlequim, sendo o excesso de lipocromo penalizado apenas se comprometer a proporção e o equilíbrio.

A penalização será pela ausência de proporção e nitidez e nunca pela avaliação em função dos padrões dos canários de cor.

Mesmo as aves com zonas de eleição alargadas terão presente a necessária separação entre zonas de eleição e zonas sem lipocromo, na proporção, nitidez, cor e localização correctas.

Este facto é muito importante para não serem apresentadas aves com lipocromo diluído pelo corpo que, embora importantes para a criação, mostram fenótipo próximo da categoria nevado sendo por isso penalizadas.” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

Esta é a Rubrica, onde o passado, o presente e o futuro do Canário Arlequim Português se define e definirá.

Esta é a minha opinião, um dos meus contributos, sendo certo que entre muitos criadores acolherá aceitação, noutros reprovação, noutros ainda o necessário debate e esclarecimento, mas e acima de tudo, pretende ser um ponto de partida para uma análise que poderá ser ou não, mais profunda.

Sei que não temos tempo a perder e passado este período de 3 anos ( Aprovação ), onde por opção não manifestei a minha opinião de forma a não causar “agitação”, chegou o momento de dar o passo em frente.

Na criação, seja de que espécie for, existem sempre analises que podemos realizar com o objectivo final de melhorar a mesma.

Podemos “olhar” para os genes, para os cruzamentos e/ou outros, que possam potenciar o alcance do padrão de excelência do seu Standard.

Temos essa liberdade, mas também essa responsabilidade. De criar, de inovar e igualmente de assumir os resultados sejam elas quais forem.

Tudo tem um momento zero, e o início do Arlequim Português começou com a definição do seu Standard como a meta final para a obtenção de aves nos parâmetros definidos pelo mesmo.

Começou também com “alguns erros” que considero normais, resultantes da inexperiência e que mais tarde foram pretensamente rectificados na actualização do Standard, que aconteceu depois de alguns “chumbos”.

O Arlequim Português é um Canário de PORTE!

Desde a definição do Standard que a rubrica COR assumiu uma enorme importância, e mesmo com a rectificação e a indicação de que mesma diminuiu (nos pontos sim mas na importância não, como explicarei em seguida), continua a ditar lei neste canário!

Aceito o Standard do Canário, nem sequer tenho a pretensão de o colocar em causa, tenho sim, eu e muitos criadores o direito e o dever de ajudar a fazer evoluir a raça, sendo esse o meu objectivo final.

Para mim, a definição do Canário Arlequim Português é de uma forma simplificada:

Um Canário de Porte, de 16 cm de Cumprimento, com a presença ou não de Poupa em Tricórnio, de Cor Variegada com a presença de Factor Vermelho Mosaico.(vai voltar a ter)

Análise da expressão “ave de trabalho” ou “ave de criação”.

Foi a beleza da mescla de cor e a presença da poupa em tricórnio, que os promotores da Raça desde sempre pretenderam salientar como característica mais importante do canário Arlequim Português.

Para o efeito transcrevo a partir da análise e interpretação à rubrica cor do Standard:

“A Cor, inicialmente considerada como a rubrica mais característica da raça Arlequim Português, tem no presente standard uma menor importância relativa.

De facto, e dado que é uma raça de porte, a rubrica Cor não poderá ter o destaque que inicialmente lhe foi atribuído.

Por esse motivo entendeu-se baixar a sua pontuação (com importância idêntica à raça Border), o que na nossa opinião é muito correcto e prudente.

No entanto a Cor deverá continuar a merecer alguma atenção porque é de facto uma característica muito distintiva e que atribui à ave muito da sua beleza e particularidade.

A imagem do Arlequim depende bastante da correcta e homogénea distribuição de lipocromo e melanina.



Estas cores e a sua mistura são o resultado da variegação aleatória, devida às eumelanina negra e castanha e feomelanina, sobre o lipocromo de base. ”
sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

É nesta primeira parte que se iniciam um conjunto de “problemas” associados ao Arlequim Português, que de uma forma simples poderão num futuro desaparecer e definitivamente trazer a necessária credibilidade à raça.

A última frase, reforça a importância da COR, que apesar da redução de Pontos, condiciona todo o julgamento numa raça de porte.

Distribuição homogénea de lipocromo e melanina!!!??? Como se não conseguimos fixar???!!! (em detalhe no Artigo Classes analisaremos) **, conforme na mesma rubrica se assume.

É por esta frase, que muitos criadores de cor e porte criticam o Arlequim Português, e neste aspecto criticam e muito bem, concordo em 100%.

Interrogam-se sobre uma raça “…em que só 25% da descendência é Arlequim!?”

Aqui devemos antes dizer, “que raça é esta, onde só 25% da descendência tem características para ser julgavel?”

Ou seja, só 25 canários de Arlequim Português em 100 podem ir a concurso, sendo os demais e comportando todas as outras carateristicas fortemente penalizados.

Verifica-se contudo e em todos os concursos a presença de canários Arlequim Português mais claros ou mais negros, mais Lipocrómico ou mais Melanicos, mas sem este equilíbrio exigido (mas porquê?) .

Muitos, em Postura, Porte, Movimento, Tamanho, em tudo o Resto, melhores que os EQULIBRADAMENTE VARIEGADOS???!!!

Arlequim Português Par Macho Variegado - CCAP Portas do Minho 09

Arlequim Português Poupa Macho Variegado - CCAP Portas do Minho 09

Arlequim Português Par Macho Claro - CCAP Portas do Minho 09

Arlequim Português Poupa Macho Claro - Avilonga 09

Arlequim Português Par Macho Negro - Avilonga 09

Arlequim Português Poupa Macho Negro - Avilonga 09

“A imprevisibilidade dos resultados, no que concerne à pigmentação melânica, é devida ao carácter multifactorial da variegação que tornam difícil ou impossível a fixação genética.” sito Paulo Ferreira Ex-Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

Podemos também deduzir? que a maioria dos criadores desconhecem o Standard do Canário?, se não, estas aves não seriam presentes a Julgamento.

No entanto, estes canários chegam a concurso, inclusive aves de criadores de renome.

De uma coisa eu sei:

de um casal de Lipocrómico Vermelho Mosaico, tenho uma descendência 100% julgavel.

de um casal de Gloster Fancy, tenho uma descendência 100% julgavel.

de um casal de Isabel Vermelho Mosaico, tenho uma descendência 100% julgavel.

Depois, como todos sabemos, nascem sempre aves de características diferentes, tal e qual as pessoas, e compete ao criador seleccionar aquelas que pensa reunirem as melhores características.

No Arlequim Português, ainda no ovo, excluímos 75%!!!

Então o que fazer a estas aves?

Atribuíram-lhe um rótulo, uma definição e assim pensavam conseguir justificar a existência das mesmas e afasta-las dos concursos.

“É aliás uma das raças em que se define claramente a diferença entre ave de exposição e ave de criação” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

Algum anos depois, conseguimos facilmente concluir por observação, que não foi possível a sua exclusão, e não DEVE!

Devemos acabar com esta ideia peregrina do equilibrado e olhar para este canário de porte, como um efectivamente um canário de PORTE!

Acabar com as “aves de criação” ou “ aves de trabalho “ e com outra, esta sem fundamento e grave “ Portadores de Arlequim “ ??? (ver artigo Portadores de Arlequim) *

Todas as crias de Arlequim Português, são Canários Arlequim Português!

Todas as aves, assim, devem ser julgáveis!

Ter uma “ave de trabalho” é ter conhecimentos de como devemos efectuar cruzamentos, usar portadores de mutações, introduzir F´s, cruzar um Intenso com um Nevado, que não devemos cruzar duas aves de Poupa, que devemos analisar se a ave tem ou não penas curtas, tem ou não penas longas e encontrar um parceiro que permita um cruzamento melhor, etc, etc, começa na genética o trabalho e acaba na genética o trabalho.

Compreendo a expressão, porque consigo entender a sua origem, mas não concordo com a sua manutenção, uma vez que para mim a exclusão de aves de concurso não faz sentido algum, como não concordo com o equilibradamente variegado?! uma vez serem características que não se conseguem fixar.

Altere-se o entendimento apertado desta rubrica, abrindo assim espaço para todos os Arlequins.

Isto naturalmente, sem nunca esquecer o que é e será sempre o Arlequim Português Ideal:

“Como standard (modelo de perfeição) a ave deverá ser proporcionadamente variegada (deverá ter 50% do corpo coberta com plumagem melânica e 50% com melanina ausente) e deverá ter parte do corpo com lipocromo vermelho visível as (zonas de eleição alargadas podem ocupar até 50% do corpo) apresentando fora destas zonas plumagem branco giz.” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

Arlequim Português Par Macho Variegado

Mas se não são possíveis fixar… não se excluam os que são mais claros ou negros, os mais Lipocrómicos ou Melanicos.

Estes variegados, todos eles, equilibrados, claros ou negros, são resultantes da criação de Arlequim Português!!! e como tal, são Arlequim Português.


Arlequim Português Poupa Fêmea Negro - Internacional do Atlântico 09

Arlequim Português Par Fêmea Negro - Avilonga 09
Arlequim Português Poupa Fêmea Claro - Avilonga 09

Arlequim Português Par Fêmea Claro - CCAP Portas do Minho 09

Vejamos: são Variegados, para tal basta terem uma pena Clara se Negros, ou uma pena Negra se Claros.

É isto que faz uma ave ser variegada.

Agora se é mais ou menos variegada, mais ou menos equilibrada na junção das várias características de cor ninguém pode prever, são impossíveis por agora de fixar.

Podemos sim saber, se tem o Tamanho, o Porte, o Movimento que se exigi a um Canário Arlequim Português, afinal um canário de Porte.

Nota: Se eu gosto dos Arlequins, aprecio a sua beleza, certamente quero ter no meu Canaril aves com essas características, com o tal equilibradamente variegado!

E então, tenho de ter “aves de criação ou aves de trabalho”, tenho de ter negros ou claros para fazer variegados??? para fazer Arlequins??? ou são todos Arlequins???!!! tenho Claros ou Negros, porque de um casal de Variegados nasce de tudo: Negros, Claros, Variegados e até Unicor! e só interessam os Variegados?! assim junto um claro e um negro para fazer em maior quantidade "malhados"... Variegados! Ou o objectivo deve ser primeiro o PORTE e depois a COR!???

Ou crio Arlequim e a descendência é julgada em classes**, tal e qual os Gloster!!!???

Num Gloster, existem criadores que gostam mais de Amarelo, de Canela, de Azul, ou Verde, mas sabem que independentemente do Cruzamento de Cor feita, que são todos Gloster e Julgáveis, porquanto são um canário de Porte e julgados em Classes.

Em suma, o Standard acredita estas aves desta forma “ aves de trabalho ou de criação”, reforçando num Canário de Porte a força errada da Rubricar Cor, em minha opinião.

Saibamos reflectir e evoluir!

O Arlequim atingirá sempre a sua Expressão Máxima de Beleza de Cor nos tais 25% dos “equilibradamente variegados”, mas em Porte pode ser alcançada em qualquer ave independentemente do padrão de cor!

Nota: As Cores “…são o resultado da variegação aleatória.” sito Paulo Ferreira Presidente da Comissão Técnica de Porte do CPJ

Com o Julgamento por Classes **, esta expressão deixará de fazer sentido, com ela também o fim de outra “ Portadores de Arlequim “ *.

Teremos assim alcançado um futuro melhor, onde mais e melhores aves existirão, onde estarão criadas as condições para que todos sejam aceites a apreciados, onde criar Arlequim Português, será criar um canário de Porte.

Nota: matenho o Fator Vermelho Mosaico e não somente o Fator Vermeho que agora está em vigor, porquanto segundo o Clube do Canário Arlquim Português o mesmo vai novmente obrigatório.

Votos de Excelentes criações.

Texto: Gonçalo Rocha Santos
in http://www.arlequimportugues-canario.blogspot.com/

* Portadores de Arlequim
** Classes

23 de Janeiro de 2010

Campeonato do Mundo 2010

Tive a oportunidade de visitar o Mundial no dia de abertura, deu para dar uma volta rápida, tirar algumas (bastantes) fotografias genéricas da Exposição e Feira, e durante o fim-de-semana com mais calma, apreciar as aves expostas e fazer imagens dos Campeões.

A Fotografia, para além da Ornitologia em geral, os canários em particular, é um dos meus hobby favoritos a par da escrita.

Assim, cada exposição, visita a algum canaril de um amigo, são sempre mais que um momento sobre aves, também espaços e instantes de imagens eternas.

É muito gratificante, encontrar tanto interesse, vontade, organização neste evento que de uma forma geral honra e orgulha todos os Portugueses.

O Espaço é agradável, funcional e a recetividade encontra-se um pouco por todo o lado.

Na sexta, para além das fotos, permitiu rever também vários colegas e amigos, destas e de outras andanças, conversar um pouco e remarcar para o fim-de-semana outros momentos.

Foram vários os que conquistaram Medalhas ou contribuíram para a Homologação Internacional do Arlequim Português, sendo que referente a esta nova Raça, muito há ainda para eu escrever sobre ao seu eventual Futuro, e sobre algumas "coisas" que observei e que me deixaram muito preocupado, mas não hoje, talvez amanhã.

Ainda não vi as classificações, mas com quem já falei, ficam alguns dos Medalhados e sem qualquer ordem definida, sendo certo que depois de estar com todos, mais existirão:

O João Cardoso com um Ecletus, o Caldeira com Raça Espanhola, o Vitor em Gloster, o Faisca em Pastel,... mas amanhã, mais serão certamente.

Eu com o meu Pai e o meu amigo Nuno, contribuímos de outra forma para a Ornitologia Nacional e Internacional, também ela Medalhada de outra maneira:

Para a aprovação de uma raça.

Quando uma raça é sujeita a homologação internacional, a mesma tem de ter avaliação positiva durante 3 anos consecutivos.

No caso do Arlequim Português, este era o terceiro ano e para tal, foram selecionados pelo país cerca de 80 aves, das quais somente 12 seriam presentes na Comissão de Avaliação.

Duas equipas, uma de par e outra de poupa, e mais 4 individuais, dois par e dois poupa.

Neste lote restrito de 12 canários, escolhidos por 4 juízes, eu e o meu pai, entre outros criadores, tivemos um canário, contribuindo assim de forma direta para esta homologação.

Desde 2001 ( ano do último Mundial em Portugal ) muito se passou no Mundo, e algumas coisas tão simples que hoje usamos no dia a dia, naquela altura ainda era uma novidade relativa, mais para uns do que para outros, mas era.

Os sites, quantos de vós tinha ou conhecia de criadores nacionais?

Os endereços de e-mail, quantos tinham?

Redes Sociais???...

O simples acesso há informação...

Youtube, uma rede de partilha de vídeos, pois...

Parece que desde sempre as tivemos, mas nem sempre foi assim, e muitos outros exemplos existem.

Este Mundial entra em cada instante nas nossas casas, por sms, por vídeo, pelo twitter, pelo facebook, ... são tantas as formas novas, que enorme diferença.

Esta também é uma enorme oportunidade de se observar ao mais altíssimo nível uma competição ornitológica, de aprender, de escutar e observar, de e para quem quer, partilhar.

Que este seja uma marco para todos e um ponto de partida para muitos.

Sejam então dias de comemoração estes.

Nota: nasceram as primeiras crias de 2010 no dia 18 de Janeiro, por sinal, dois Arlequins e ainda dizem que há coincidências...

Já vamos ( hoje sexta, apesar de ser madrugada de sábado ) com trinta e uma (31) aves novas.

Só faltam das raças todas, nascer phaeos vermelho mosaico, que iniciarem a postura mais tarde.

Temos um casal de Arlequim Português, com 5 crias, e como nasceram 4 no mesmo dia na outra mal se nota a diferença.

Aqui são três variegados, um outros mais claro e um outro mais negro.

Fiquem bem.

Gonçalo Rocha Santos ( Gonçalo Ferreira )

10 de Janeiro de 2010

Um Novo Projecto - Espaço do Canário Arlequim Português



Espaço do Canário Arlequim Português



"Bem vindos a um espaço dedicado ao Canário Arlequim Português.

Criamos o Espaço Canário Arlequim Português com o objetivo de partilhar o prazer, pela companhia e criação da ave maravilhosa que é o Canário, em particular de uma Raça Jovem, ainda a dar os seus primeiros passos, mas com um potencial enorme. Aqui, vamos analisar a Origem, olhar o Presente e tentar projectar o Futuro do Canário Arlequim Português.

O meu pai sempre criou e desde 2004 com uma dedicação mais forte do que nunca, demos o passo que há muito aguardávamos, a criação para fixação de desenvolvimento de carateristas e raças.

Só com um olhar realista e crítico permitirá fazer do futuro do Arlequim Português um espaço feliz e promissor.

Um Espaço onde falar de Arlequim Português é falar: com a transparência dos factos sobre uma raça de canário definida pelo seu Standard e a melhor forma de a tornar num sucesso.

Fica também o convite para participarem, com a vossa opinião sobre os diversos temas abordados ou outros que acharem por interessantes.

Também e para quem ainda não se iniciou na criação de canários, em particular no Arlequim Português, pode aqui encontrar um conjunto de informações interessantes antes de começar.

Assim, tentaremos manter o mais atualizado possível este Espaço, o Espaço do Canário Arlequim Português.

Desejamos que o tempo por aqui “voe” entre os mais diversos conteúdos, que procuramos serem sempre de excelência.

Estamos registados com o Stam 666 H e 507 J, mas por norma usamos desde 2008 o 666 H.

Temos o nosso Canaril em Tondela, Distrito de Viseu, Portugal."

In http://www.arlequimportugues-canario.blogspot.com/

Gonçalo Rocha Santos
( Gonçalo Ferreira )

6 de Dezembro de 2009

3º Show do Ondulado



O 3º Show do Ondulado decorreu nos dias 28 e 29 de Novembro, inserida na Avisan.

O Clube dos Criadores de Periquito Ondulado, realizou assim mais uma exposição, contando com a participação de 7 expositores e 63 aves a concurso.

Partilhamos algumas imagens da exposição.